Home
Sobre Antonio Miranda
Currículo Lattes
Grupo Renovación
Cuatro Tablas
Terra Brasilis
Em Destaque
Textos en Español
Xulio Formoso
Livro de Visitas
Colaboradores
Links Temáticos
Indique esta página
Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Foto: Google.com

 

ERIK AXEL  KARLFELDT
( SUÉCIA )

 

Erik Axel Karlfeldt foi um poeta sueco simbolista, cujas poesias aparecem como regionalistas da era popular. Recebeu, a título póstumo, o Nobel de Literatura de 1931. Karlfeldt recusou o prêmio em 1919, considerando tal atribuição injusta por ser ele o secretário permanente da Academia Sueca. Wikipédia
Nascimento: 20 de julho de 1864, Karlbo, Avesta, Suécia
Falecimento: 8 de abril de 1931, Estocolmo, Suécia
Formação: Universidade de Uppsala
Filhos: Anna Blanzeflor, Folke Karlfeldt, Sune Karlfeldt
Cônjuge: Gerda Holmberg (de 1916 a 1931)
 

 


KARKFELDT,  Erik Axel.  Poesias. Tradução de Ivo Barroso. Estudo introdutivo de Gunnar Brandell. Ilustrações de Postma.  Rio de Janeiro: Editôra Opera Mundi, 1971. 240 p.
No. 10 944        Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda          

 

CANÇÕES DOS BOSQUES E CANÇÕES DE AMOR -1895

 

AMOR JOVEM

Seu jovem amor ela me deu,
uma noite, na amena floresta.
O campo recendia ao crepúsculo
e o cuco cantava as horas.
Pelos sendeiros entre os salvados
até o sombrio domínio das dríades,
esquecidos do mundo, fomos juntos
como num sonho juvenil e vaidoso.

Pelos recônditos da noite
uma ária nupcial em cordas tremulantes
subia dos pinheiros e das rosas bravias
até as encostas semeadas de trevos.
Nas nuvens sombrias brilhava um ponto argênteo,
a estrela Vênus, que nos contemplava, hierática:
caímos entre os braços um do outro
e sentimos o coração bater em nosso peito.

Depois descemos pelo vale
por onde o regato se estende em silêncio;
na fonte bebemos numa concha de madeira
para refrescar os lábios afogueados de beijos.
E sentimos por um prado florescente,
vagando sem pressa, ébrios pelo verão,
e, a mente repleta de tumulto e de febre,
contemplamos os dois o nascer das estrelas.

 

SERENATA

As glandes do pinheiro e a folhagem das bétulas
Cobriram teu telhado, onde a erva murchou.
Dorme em teu leito de palha, dorme feliz e tranquila
à sombra das nuvens que a noite semeou.

Quando o inverno vier bater à tua porta,
vestido de branco, tal qual um pretendente,
sonha então um sonho bom que te acalente
ao abrigo de tuas paredes de madeira.

Sonha com o vento do verão, a cantar e a brincar,
embora gema lá fora a tempestade.
Sonha que sob a verde abóbada das bétulas
Repousas adormecida nos meus braços.
 

 

            CANÇÕES DE FRIOLIN E OUTROS POEMAS


TALVEZ

Cheguei a sofrer quase tudo
o que se pode sofrer de pena e desconforto,
Estão visíveis os sinais?
Meu leito florescerá ainda para as núpcias
e será que terei esposa e filho?
Quem sabe ler a minha sorte?

Devo reclamar de Deus?
Não, decerto viu que minha pele,
para abrandar-se, requeria um rude tratamento.
Em verdade, como o senti! Mas foi boa a queimadura:
eu não sou hoje nenhum infame.
Devo lamentar-me por isso?

Irão ainda me desancar?
Talvez suporte outra desgraça?
Tormentas sobre os meus plainos,
‘exposta ao vendaval do norte.


*
VEJA e LEIA outros poetas da EUROPA em nosso Portal:
https://www.antoniomiranda.com.br/poesiamundialportugues/poesiamundialportugues.html
Página publicada em dezembro de 2025.


 

 

 
 
 
Home Poetas de A a Z Indique este site Sobre A. Miranda Contato
counter create hit
Envie mensagem a webmaster@antoniomiranda.com.br sobre este site da Web.
Copyright © 2004 Antonio Miranda
 
Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Click aqui Home Contato Página de música Click aqui para pesquisar